A mulher por trás da panellada

Branca Dias

Mercadora, professora, senhora de engenho e, em segredo, judia. A Inquisição a processou viva e a denunciou depois de morta. O povo a transformou em lenda.

A arretada original: mandou a mãe e a irmã calarem diante da Inquisição, negou tudo por meses, não entregou ninguém, atravessou o oceano e guardou o Shabat por décadas.

Tudo começa numa panela

Uma iguaria amarela, num sábado de 1558

Este site nasceu de uma frase dita à Inquisição em 1593 por Joana Fernandes, que aprendeu costura na casa de Branca: aos sábados, a família comia “huã iguaria que nunca comiam nos outros dias da semana, a qual iguaria era amarella”. Outra testemunha contou como era feita: carne picada, azeite, cebola, grão e especiarias, na panela desde a sexta à tarde.

A panellada é o começo. Esta página é uma homenagem a quem a servia.

Cozinhar a panellada
  1. c. 1515

    Nasce em Viana, norte de Portugal, numa família de cristãos-novos.

  2. 1543

    Presa em Lisboa por mandar a mãe e a irmã calarem diante da Inquisição.

  3. 1545

    Libertada. Nunca denunciou ninguém.

  4. c. 1551

    Vai para Pernambuco; abre uma escola de meninas em Olinda.

  5. antes de 1588

    Morre em Pernambuco.

  6. 1593

    As ex-alunas descrevem à Inquisição a panellada amarela dos sábados.

  7. hoje

    A panellada volta à mesa.

תּוֹרָה צִוָּה־לָנוּ מֹשֶׁה מוֹרָשָׁה קְהִלַּת יַעֲקֹב

Tora tsivva lanu Moshe, morasha kehillat Yangakob

A Torá que Moisés nos ordenou é herança da congregação de Jacó.

Deuteronômio 33:4 · o primeiro versículo que se ensina a uma criança judia, assim que aprende a falar, junto com o Shemá (Talmude, Sucá 42a) · na pronúncia dos judeus portugueses de Amsterdã

Viana da Foz do Lima · c. 1515

A Lei aos doze anos

Branca nasce no norte de Portugal numa família de cristãos-novos, netos dos judeus batizados à força em 1497. O pai era mercador; a mãe, Violante Dias.

Aos doze anos, os pais lhe ensinam em segredo “a Lei e todas as cerimônias judaicas”. Ela as guardará a vida inteira. Casa-se, contra a vontade da mãe, com o mercador Diogo Fernandes, e os dois vendem panos por atacado, com a loja aberta “à vista de todos”.

O processo dá o pai como António Afonso; Koren de Lima o chama de Vicente Dias.

“Às sextas-feiras, punha mais um pavio no candeeiro por honra do sábado.” A mãe e a irmã, à Inquisição, 1543

Lisboa · 1543

“Calem a boca”

Diogo já está no Brasil: em 1542, o donatário Duarte Coelho lhe dera terras em Camaragibe, perto de Olinda. Branca ficou em Lisboa com os filhos.

A Inquisição prende primeiro a irmã, Isabel Dias, depois a mãe. Branca pede a um conhecido, João Martins Cabeças, que leve um recado às duas no cárcere. Cabeças conta tudo aos inquisidores, e o recado a leva à prisão.

Que se calem e não denunciem ninguém.

O recado de Branca, segundo João Martins Cabeças

Nos cárceres do Santo Ofício · 1543–1545

Negou tudo. E não entregou ninguém.

Durante meses, ela nega. Diz que é inimiga da mãe desde que casou contra a vontade dela, que a irmã é “amalucada” e não merece crédito, que nem conhece Cabeças. Reza as orações, diz que se confessa e comunga. “Em momento algum fraqueja”, escreve Koren de Lima.

Ameaçada com o braço secular, isto é, com a fogueira, confessa em 9 de janeiro de 1544. Mas só acusa quem já não podia sofrer: o pai, morto, e a mãe, já presa. A pena: abjurar a Lei de Moisés, dois anos de cárcere e o sambenito, o hábito amarelo dos penitentes. Como não cabia mais ninguém na prisão, ela cumpre a pena fora e se apresenta regularmente, vestida com ele.

É uma mulher muito doente, não tem marido na terra, tem filhas e um filho aleijado, e não tem como alimentar a família. O hábito a impede até de pedir esmola.Petição de Branca Dias ao Santo Ofício, 1545, resumida por Koren de Lima

Lisboa, 20 de julho de 1545. Pode tirar o hábito. Não pode sair de Portugal sem licença.

O Atlântico · c. 1551

Para o outro lado do mar

Proibida de deixar Portugal, uns seis anos depois Branca está em Pernambuco, com os filhos, ao lado de Diogo.

Em Camaragibe, ele tinha levantado um engenho de açúcar. Longe de Lisboa, numa capitania onde o Santo Ofício ainda não tinha posto os pés, a família vive por mais de quarenta anos o que em Portugal só podia viver escondida.

Viana Lisboa Olinda Atlântico

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Olinda · anos 1550–1570

A escola, e a casa às sextas-feiras

Perto da igreja matriz de Olinda, Branca abre uma escola onde as meninas da vila aprendem a fiar, bordar, costurar e cozinhar. As filhas mais velhas, Inês e Guiomar, ensinam com ela.

Por ali passaram Joana Fernandes, nascida na África, que aprendeu costura em 1558; Maria Camelo, que morou na casa aos dez anos; Isabel Póvoa; Catarina da Costa, que aos sete anos aprendeu a lavrar. Décadas depois, todas seriam chamadas a contar o que viram. No engenho, as testemunhas falariam de uma esnoga, uma sinagoga, em Camaragibe.

A saudação de Branca

Shabat shalom, meu tesouro.

Chegue mais perto, deixe a avó te dar um abraço. Ai, olha como cresceu! Eu me lembro de quando era só um bebê.

Meu coração se enche de alegria por te ter aqui, enfim, para o nosso primeiro Shabat lado a lado. Acendemos as velas, cantamos as canções e contamos histórias.

É uma tradição linda, minha criança, cheia de amor e de carinho. Venha, vamos criar lembranças maravilhosas.

Sexta-feira na casa de Branca, segundo as testemunhas de 1593–1595

Quem cozinhava a panellada era, segundo uma testemunha, “uma sua escrava”, uma mulher escravizada cujo nome o processo não guardou.

Pernambuco · 1593–1595

Denunciada depois de morta

Branca morre em Pernambuco antes de 1588, depois de Diogo. Em 1593, o visitador do Santo Ofício, Heitor Furtado de Mendonça, chega a Olinda e abre a mesa das denúncias.

Morta havia anos, Branca é denunciada doze vezes, mais do que qualquer outra pessoa, exceto o mercador João Nunes. Algumas ex-alunas contam os sábados, a comida amarela, a Torá sobre a cama. Outras se recusam a acusar.

“Jantavam sempre nestes sábados uma iguaria que nunca comiam nos outros dias da semana. A tal iguaria era amarela.”
Joana Fernandes, nascida na África, aluna em 1558 · 3 de novembro de 1593
“Todos os sábados via sobre a cama de Branca Dias e Diogo Fernandes uma Torá, que era guardada em uma arca aos domingos e retirada novamente às sextas-feiras.”
Uma antiga moradora da casa · 1593–1595
“Nunca viu Branca Dias, filhos e filhas fazerem qualquer coisa contra a fé católica … antes, os via fazer coisas boas, cristãs.”
Maria Camelo, que morou na casa aos dez anos · 9 de junho de 1595
“Quando estudou na casa de Branca Dias era tão moça que não atentava nem se advertia, e nem viu nunca nada que fosse contra a fé católica.”
Isabel Póvoa · 16 de setembro de 1595
“Sendo ela de alguns sete anos aprendeu, durante seis meses, a lavrar na casa de Branca Dias. Nunca viu nem entendeu qualquer coisa contra a Igreja.”
Catarina da Costa, cristã-nova · 1595
“Não comia peixe de pele. Comia do que tivesse escama.”
Cosmo Frazão, sobre Guiomar, filha de Branca

Quem pagou foram as filhas. Brites, “a velha”, corcunda e com deficiência mental, foi presa em 1595, levada a Lisboa e torturada até denunciar a mãe, os irmãos, as sobrinhas e os vizinhos, vivos e mortos. Branca nunca tinha entregado ninguém. No fim, o Santo Ofício decidiu não desenterrar nem queimar os ossos dela.

A família

Onze filhos e uma enteada

Sete nasceram em Portugal, quatro em Pernambuco. Branca criou também Briolanja, filha de Diogo com outra mulher. Toque numa chama.

A lenda

Por que só o nome dela?

No Recife, dizem que ela jogou a prataria no riacho de Apipucos antes de ser presa, e que por isso ele se chama Riacho da Prata. Seu fantasma de branco apareceria no Açude do Prata em noites de lua cheia. Na Paraíba, contam que foi queimada em Lisboa.

Nada disso aconteceu: ela morreu em casa. Mas a lenda cresceu. Em 1896, Irenêo Joffily perguntou: “Por que entre tantas vítimas … a memória popular só conservou o nome de Branca Dias?” Dias Gomes a fez queimar numa peça contra a censura da ditadura, Drummond duvidou em verso que ela tivesse existido, e muita família do Nordeste diz descender dela.

Descendentes

Um fio que chega até hoje

Genealogistas ligam a ela famílias inteiras do Nordeste, sobretudo do vale do Acaraú e de Sobral, no Ceará. Na genealogia de Cândido Pinheiro Koren de Lima (Branca Dias, 3 tomos, 2012–2016), entre muitos outros:

  • José LinharesPresidente da República (1945–1946) e do Supremo Tribunal Federal · pp. 279–281
  • Ciro, Cid e Ivo GomesCiro, ex-governador do Ceará e ministro; Cid, governador e senador; Ivo, prefeito de Sobral · pp. 134–135, 776, 1014
  • Tasso Jereissatitrês vezes governador do Ceará e senador · pp. 306, 496
  • Virgílio Távoraduas vezes governador do Ceará, senador e ministro · p. 1025
  • Armando Falcão, Sílvio Frota, Henrique Sabóiaministros da Justiça, do Exército e da Marinha · pp. 119–120, 255, 947
  • Domingos Olímpioautor de Luzia-Homem (1903) · pp. 234–236
  • Gustavo Dodt Barrosoescritor e acadêmico · tomo 3 · veja a seguir
  • Cândido Pinheiro Koren de Limao próprio genealogista, fundador da Hapvida e um dos homens mais ricos do Brasil · pp. 306–307

Também apontados como descendentes:

  • Anittacantora · pesquisa do genealogista Marcos Seneor
  • Renato Aragão, Mariana Ximenes, Belchior, Marisa Montehumorista, atriz, cantor e cantora
  • João Felipe de Saboia Ribeiro, Alexey Dodsworth, Paulo Leãopolítico, escritor (autor da HQ sobre ela), ator e cineasta
  • Fernando Raja Gabaglia, Hugo Gouthierdiretor do Colégio Pedro II e diplomata · Léa Freitag, Pesquisa FAPESP

A borracha

“Como nunca houve em Pernambuco”

A partir de 1748, Antônio José Victoriano Borges da Fonseca escreveu a Nobiliarchia Pernambucana, a grande genealogia das famílias nobres da capitania. Branca Dias aparece de passagem. Brites Mendes, “a nova”, filha de Agostinho de Holanda, casou com Felipe Dias Vaz, senhor de engenho, que “as memorias antigas” davam por filho de Branca. E o genealogista comemora:

“… e só foi feliz este matrimonio em não haver successão delle, como nunca houve em Pernambuco de Branca Dias.”Borges da Fonseca, Nobiliarchia Pernambucana, vol. 1, pp. 336–337

Brites, acrescenta, não tinha com Branca parentesco “nenhum”, “mais que o da afinidade”, e quem dissesse o contrário era dos “malevolos e faltos de criterio”.

Era falso, e o próprio livro se trai. Na mesma página, a mãe de Brites é Maria de Paiva, filha de uma “Ignez Fernandes de Goes” sem pais declarados, um sobrenome que, notou Gonsalves de Mello, os documentos nunca lhe dão: neles é sempre só Inês Fernandes. Em 1594, diante do visitador do Santo Ofício, Maria de Paiva tinha dito quem era: cristã-nova, filha de Inês Fernandes. E uma testemunha disse quem era Inês: “filha de Branca Dias defunta”. Brites, “a nova”, era bisneta de Branca. Felipe, aliás, chamava-se Filipe Dias do Vale e nem era filho dela, mostrou Gonsalves de Mello. A família que o livro dá por extinta enche as páginas seguintes: os irmãos de Brites deixam descendência, um deles “larga successão”, e do casamento de Maria de Paiva há “descendencia habilitada”, aprovada nas provanças de sangue limpo.

Por quê? Borges da Fonseca era familiar do Santo Ofício e cavaleiro da Ordem de Cristo, honras reservadas a quem provasse ser, na fórmula que ele mesmo usa, “sem raça alguma de Judêo”. No prefácio, investe contra os “malevolos” que se aproveitavam das listas da finta que os holandeses cobravam dos cristãos-novos “para macularem” famílias, e avisa que o seu livro, com as famílias que deixou de fora, não deve servir, como aquelas listas, de prova a mentiras. E os Holanda eram, nas palavras dele, a família “da qual procede a maior parte da nobresa de Pernambuco”. Em 1760, perguntado se um jovem da família podia pedir habilitação ao Santo Ofício, respondeu que “podia seguramente”, e admitiu que a opinião contrária tinha “grande (mas irracional) sequito na minha patria”. Gonsalves de Mello, que desfez o engano, chamou o genealogista de “preconceituoso”. Engano ou mentira, o efeito foi o mesmo: no livro em que a nobreza de Pernambuco aprendia a contar os avós, Branca não tinha deixado ninguém.

Fontes: Borges da Fonseca, Nobiliarchia Pernambucana (Annaes da Bibliotheca Nacional 47–48, publ. 1935), vol. 1, pp. 8, 268, 336–337, 399, 484, 488, e vol. 2, pp. 187–190, 289; Denunciações de Pernambuco, pp. 222, 253; José Antônio Gonsalves de Mello, Gente da Nação (2.ª ed., 1996), pp. 130–135.

A ironia

O antissemita que descende dela

Gustavo Dodt Barroso (1888–1959) teve tudo o que um intelectual brasileiro podia ter: 128 livros, um mandato de deputado, o Museu Histórico Nacional, que idealizou em 1922 e dirigiu por mais de trinta anos (o Museu Nacional, esse, é de 1818), e a presidência da Academia Brasileira de Letras, duas vezes, a primeira aos 43 anos: só Pedro Calmon chegou mais jovem.

E o guardião da memória nacional, a partir de 1933, pôs-se a falsificá-la. Antissemita ferrenho, ideólogo da Ação Integralista Brasileira, o fascismo brasileiro de camisa verde, e comandante das suas milícias, ia de uniforme às sessões da Academia. Em 1932, como presidente da casa, saudara o barão Henri de Rothschild; dois anos depois, em Brasil, colônia de banqueiros, livro que o jornal nazista Der Stürmer elogiou, penitenciou-se de ter considerado os Rothschild “nossos amigos”. Em 1936 publicou os Protocolos dos Sábios de Sião, que um tribunal de Berna já declarara falsos, garantindo que só “judeu ou pessoa de má fé” poderia contestá-los. Perseguido? Pouco: preso depois do levante integralista de 1938, foi excluído do processo por falta de provas e voltou ao museu.

Caçou judeus escondidos na história do Brasil sem olhar a própria árvore. Na História secreta do Brasil, cita como prova um cristão-novo que, na agonia, “virava sempre o focinho” ao nome de Jesus: “aquêle Diogo Fernandes, natural de Viana”. Era o marido de Branca Dias, antepassado dele. Dedicou Brasil, colônia de banqueiros aos antepassados maternos, “de raça germanica”, e aos paternos, “brasileiros da gema”; é justamente pelo pai que descende de Branca, por três caminhos, segundo Koren de Lima. Um passa por Maria Camelo, a aluna que jurou nunca ter visto Branca fazer nada contra a fé. Branca enfrentou a Inquisição sem entregar ninguém; ele fez de graça o trabalho dos inquisidores. Morreu em 1959 coberto de honras. Em 2003, o Supremo Tribunal Federal manteve a condenação por racismo de um editor que ainda o reeditava. Teve tudo, e é pelo ódio que é lembrado.

  1. Branca Dias + Diogo Fernandes
  2. Violante Fernandes + João Pereira
  3. Mateus Pereira da Cunha
  4. Cristóvão de Melo de Albuquerque + Violante Camelofilha de Maria Camelo, aluna de Branca
  5. Sebastião Pereira de Melo
  6. Manoel de Melo e Albuquerque
  7. Maria de Albuquerque e Melo + Antônio Gonçalves Barroso
  8. José Fidélis Barroso de Melo
  9. José Maximiano Barroso
  10. Antônio Felino Barroso + Ana Dodt
  11. Gustavo Dodt Barroso

E não é só Branca. Os outros antepassados judeus e cristãos-novos dele:

  • João de Veras“Estes Veras são cristãos-novos” · Koren, Branca Dias t. 3
  • Os Veiga de ÉvoraMestre Tomás da Veiga, médico em Tordesilhas, e Rodrigo da Veiga, médico de D. Manuel · pela linha de Pedro Lopes de Vera · Koren, t. 1, e FamilySearch
  • Os Coronel e o rabino Abraham SeniorÚltimo rabino-mor de Castela, batizado Fernán Pérez Coronel em 1492 · por Constança Coronel e pelo nome “Branca Dias Coronel” que a filha Andreza deu à mãe · Koren, O Legado do Rabino Abraham Senior, e FamilySearch

Fontes: Koren de Lima, Albuquerque – A Herança de Jerônimo, o Torto (4.4.2) e O Legado do Rabino Abraham Senior (esquemas 33 e 33.1); Branca Dias t. 1, p. 39, e t. 3 (3.2.4); FamilySearch KH2N-7M8. Sobre Barroso: Academia Brasileira de Letras; CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro; Barroso, Os Protocolos dos Sábios de Sião (1936), p. 53, Brasil, colônia de banqueiros (2.ª ed., 1934), dedicatória e p. 25, e História secreta do Brasil, 1.ª parte (3.ª ed., São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1939, Brasiliana 76), pp. 42–43; Denunciações de Pernambuco, p. 57, e introdução de Rodolfo Garcia, p. XXIII; ABL, Efemérides acadêmicas, 7 de novembro (1932); STF, HC 82.424 (2003).

Na cultura, nos livros, no arquivo

Para ver, ouvir e ler

  • Canção“Branca Dias”, Nana Caymmi (1976)De Edu Lobo e Cacaso, no disco Renascer · YouTube · Spotify
  • TeatroO Santo Inquérito, Dias Gomes (1966)Branca vira uma jovem da Paraíba de 1750 · livro na Amazon
  • RomanceRomance d’A Pedra do Reino, Ariano Suassuna (1971)“A célebre Branca Dias foi um desses casos.” · Amazon
  • Poema“Branca Dias”, Drummond (1978)Discurso de primavera e algumas sombras · ler o poema
  • Canção“Branca Dias”, Fortuna (2020)Com Lia de Itamaracá · clipe · Spotify · documentário
  • QuadrinhosA máscara da morte branca (2019)Dodsworth e Sagara, Draco · Amazon
  • GenealogiaKoren de Lima, Branca Dias3 tomos, Fundação Gilberto Freyre · loja da FGF
  • LivroKoren de Lima, Branca Dias: filhos, netos e a InquisiçãoFGF, 2015 · loja da FGF
  • GenealogiaZilma Ferreira Pinto, Descendência de Branca DiasInstituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, 1994
  • RomanceMiguel Real, Memórias de Branca DiasQuidnovi, 2009 · Amazon
  • LivroArnaldo Niskier, Branca Dias: o martírioConsultor, 2017 · Amazon
  • ArquivoO processo, 1543–1545Torre do Tombo, PT/TT/TSO-IL/028/05736 · 34 fólios digitalizados

Sobre a vida dela: Mônica Queiroz, “De Viana para Olinda” (ANPUH-PE, 2024); sobre a lenda, Geraldo Joffily (1971). Os historiadores a contam entre as “rabinas” da colônia, que guardavam a Lei de Moisés em casa (Ângelo Assis, 2006). Todas as fontes